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quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

E se fosse consigo?

por vitorcunha

Este programa da SIC, mais uma concessão do regulador à pornografia em canal aberto, representa o mais repugnante dos defeitos das pessoas (ou, para o doutor Costa, a virtude): a sobranceria moral. Ponderando a eterna questão sobre se a arte imita a vida ou a vida imita a arte, admito que nunca assisti a canastrões numa paragem de autocarro a solicitarem que uma mulher artificialmente passiva levantasse a saia, mas, a partir da transmissão do programa, não me admirarei se passar a ver.

A lição que se pode tirar do programa é que há bestas em todo o lado: quer nas paragens de autocarro, quer nas produções das televisões. Até ter visto isto, sei que daria, com medo de me aleijar, duas chapadas aos palermas da paragem de autocarro; agora, além das chapadas, aproveitaria, quando a Conceição Lino me viesse perguntar porque dei as chapadas, para a questionar do motivo pelo qual a SIC não tem apresentadoras feias.