quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Tudo bons rapazes

Celso  Filipe
Celso Filipe | cfilipe@negocios.pt15 de agosto de 2017 às 23:00

A partir do momento em que Isaltino Morais anunciou a sua candidatura a Oeiras, entrando em compita com o seu ex-delfim e actual presidente da Câmara, Paulo Vistas, percebeu-se que a eleição autárquica neste concelho possuía todos os ingredientes para se tornar polémica, mais que não fosse pela putativa troca de argumentos acesos entre ambos.

Até porque Isaltino Morais, que cumpriu dois anos de prisão pelo crime de branqueamento de capitais e escreveu um livro sobre esta sua experiência, excluiu em 2015 a possibilidade de regressar à vida política, uma promessa que só durou dois anos.
O que poucos esperavam foi o que sucedeu depois. Um juiz, Nuno Cardoso de sua graça, resolveu indeferir a candidatura de Isaltino Morais e de uma outra candidata ao lugar, Sónia Gonçalves, alegando "irregularidades" na identificação dos candidatos das listas.
Soube-se depois que o referido juiz foi padrinho de casamento de Paulo Vistas e que, estando colocado em Sintra, se propôs a fiscalizar o processo eleitoral em Oeiras, apresentando como argumento o facto de este município ser próximo da sua residência.
Depois disso, um despacho do Tribunal de Oeiras, emitido na sexta-feira - e noticiado pela agência Lusa na segunda-feira -, veio informar que os requerimentos de incidente de suspeição apresentados pelo grupo Inovar Oeiras de Volta e pelo movimento independente Renascer Oeiras 2017 "não se justificam", uma vez que o juiz Nuno Cardoso, que chumbou as candidaturas, esteve de turno de 1 a 8 de Agosto e "não mais terá intervenção no processo eleitoral".
Pelo caminho, Paulo Vistas acusou Isaltino Morais de o ter difamado e sublinha que "uma decisão judicial não pode justificar a leviandade das insinuações" feitas por alguém que, em sua opinião, "já perdeu todos os argumentos legais".
Toda esta história rocambolesca poderia ser evitada com uma simples atitude, a do juiz, de se afastar de um processo em que as suas decisões poderiam ser postas em causa pela proximidade em relação a um dos candidatos. Não só não o fez, como se predispôs a analisar as candidaturas a Oeiras.
Os factos são estes e não abonam a favor de nenhum dos envolvidos. Antes pelo contrário, contribuem para contaminar a imagem de dois poderes, o autárquico e o judicial, que deviam ser confiáveis. Em nome de quê? Ainda mais quando o tribunal, na segunda-feira, acaba por autorizar a candidatura de Isaltino, contrariando o despacho do anterior juiz. Tudo bons rapazes.

No PSD de Passos tudo como dantes (ou talvez não)

Posted: 15 Aug 2017 04:57 PM PDT

Duas notas sobressaem no discurso de Passos Coelho no Pontal. Por um lado, o regresso ao passado em termos de narrativa: o ex-primeiro ministro volta a assumir as reformas estruturais como linha política do partido, acusando a atual maioria de imobilismo e o Governo de «não ter um espírito reformista», correndo-se o risco de «ter perdido uma legislatura a viver à conta do que se fez no passado e da conjuntura e nada a preparar o futuro». Para o Passos Coelho, era agora necessário «prosseguir algumas reformas lançadas pelo seu executivo com o CDS», para que o país pudesse «ter “fôlego” no futuro». Contudo, para o ex-primeiro ministro, a preferência da atual maioria de esquerda «pela estatização e pela coletivização» está a impedir o avanço de reformas na área do Estado, na Saúde, na Segurança Social e no emprego.
Desta forma, e ao arrepio de tudo o que foi dito durante o último ano sobre supostos cortes nos serviços públicos e a deterioração do Estado Social, ou sobre a excessiva rapidez na reposição de rendimentos, Passos Coelho volta a falar no seu projeto político para o país, fazendo-nos recordar de imediato o Guião para a Reforma do Estado de Paulo Portas, a ideia de que os cortes em salários e pensões deveriam tornar-se permanentes ou, recuando um pouco mais no tempo, a proposta radical de revisão da Constituição discutida em 2010, que entre outras medidas propunha a total liberalização dos despedimentos. E de pouco serve sugerir, de novo, que os bons resultados alcançados pela atual maioria e pelo atual Governo, na economia e no emprego, são mérito das «reformas» empreendidas pela anterior maioria de direita. Como já demonstrámos aqui, o «empobrecimento competitivo» e a «austeridade expansionista» terminaram em 2013, por força do travão do Tribunal Constitucional a uma nova dose de cortes nos salários e nas pensões e pela aproximação das eleições de 2015, que levou o Governo de direita a suspender a fúria austeritária.
Passos pode e deve voltar a assumir publicamente as suas ideias para o país. É politicamente mais honesto e claramente preferível ao vazio de propostas em que o seu partido mergulhou nos últimos dois anos. Mas como o ex-primeiro ministro tem hoje noção de que essas ideias perderam apoio eleitoral (não só pelo seu comprovado fracasso mas também pela demonstração de que afinal havia alternativa), vale tudo para tentar conquistar votos. E é nesse contexto que surge a segunda nota digna de registo no discurso do Pontal: a deriva populista e xenófoba que a frase da noite proferida por Passos encerra, e cuja análise - no seu significado e demagogia - é feita de modo certeiro aqui e aqui. Sim, há algo de novo no PSD para lá da ideia de regresso ao empobrecimento e à austeridade: o apoio a André Ventura em Loures não foi uma coisa circunstancial, foi mesmo o primeiro passo para «testar Trump» no nosso país.

Fonte: Ladrões de Bicicletas

Deixem o Miguel Macedo em paz!

16/08/2017 por João Mendes


Imagem via Submarino Amarelo
Viver num país sovietizado tem destas coisas. Com estes vândalos estalinistas no poder, que controlam em absoluto a imprensa, do Correio da Manha ao Observador, passando pelo Sol, I, Eco, Jornal Económico e JN, apenas para citar os exemplos mais flagrantes, Miguel Macedo não tem um segundo de descanso. A violenta perseguição política a que o ex-ministro e homem forte de Pedro Passos Coelho tem sido sujeito é vergonhosa e um atentado à democracia sem paralelo.
Em julgamento desde Fevereiro, acusado de três crimes de prevaricação e de um de tráfico de influências, a imprensa tem sido cruel e implacável com Macedo, não havendo um dia em que o ex-ministro não faça manchete nos supracitados órgãos de comunicação social, controladas pelo regime madurista que governa Portugal com mão de ferro, pouca-vergonha que se torna ainda mais intolerável se considerarmos o alarido que a imprensa fez em torno das ligações ao ex-patrão do eterno e todo-poderoso deus socialista, ou não fosse Sócrates o grande responsável por toda a corrupção, prevaricação e tráfico de influências que corroem este país.
A canalhice não tem limites. Enquanto os crimes da elite são abafados, sendo o caso de José Sócrates o mais ilustrativo deste sistema de dois pesos e duas medidas, a imprensa controlada pela esquerda totalitária não deixa cair no esquecimento o mais insignificante dos casos que coloquem a direita em cheque. É preciso colocar um ponto final nesta pouca-vergonha. É preciso deixar Miguel Macedo em paz. Chega de perseguir o homem, seus comunas! Ide mas é escrever sobre as pensões douradas dos vossos barões.

Fonte: Aventar

Portugal em guerra


por estatuadesal

(Por Dieter Dillinger, in Facebook, 13/08/2017)
fogo

Portugal está em GUERRA declarada pelos Inimigos da Geringonça a começar pelo PSD/CDS, magistrados e muita gente.
Por ódio à democracia e desejo que o DIABO venha, muita gente está a atear milhares de fogos no País.
A PÁTRIA arde por causa do ódio político de quem NADA perdeu com este governo e até ganhou alguma coisa, apesar de não ser muito.
Mas, os juízes, as polícias, os jornaleiros dos pasquins e televisões e os militantes da oposição não suportam a ideia da Geringonça estar a reduzir o desemprego e a melhorar as contas públicas.

Nada pois como lançar FOGO à PÁTRIA para Gáudio de todos os FDPs.
Temos de os ODIAR, seja o Guerra do DCIAP, a Joana da PGR, o Passos do PSD ou a Cristas do CDS.
 

É por eles ou em nome deles e do seu ódio que a PÁTRIA arde.
Até os israelitas da Vinci declararam GUERRA a Portugal, sabotando o SIRESP. Eles podem matar porque sabem que não temos magistratura para os condenar, nem que seja a penas de prisão com pena suspensa quanto mais à morte nas fogueiras que atearam que é o que merecem.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Dez anos de irresponsabilidade e outra vez na mesma


por estatuadesal
(Francisco Louçã, in Público, 15/08/2017)
louca2
Disse-se a semana passada que foi a 9 de agosto de 2007 – portanto há dez anos – que se teria iniciado essa confusa sequência de acidentes e pânicos que viria a ser chamada a “crise do subprime”, primeiro, e Grande Recessão, depois. Não é exacto.
De facto, em fevereiro desse ano já tinha havido avisos: o HSBC, um dos maiores bancos do mundo, tinha subitamente aumentado as provisões para créditos em risco, precisamente por causa das hipotecas subprime nos Estados Unidos (que correspondem a devedores com garantias frágeis). No Verão, dois fundos especulativos do Bear Stearns, outro banco gigante, faliram graças a dificuldades no subprime. Então, a 9 de agosto, o BNP Paribas suspendeu os pagamentos em três fundos e esse foi o sinal de alarme para os bancos centrais em Washington e Frankfurt. Foi apesar de tudo uma surpresa: o papa da economia ortodoxa, Robert Lucas, laureado com o Nobel, tinha declarado solenemente que “a macroeconomia foi bem-sucedida: para todos os efeitos, o seu problema central de prevenção de depressões foi resolvido, e há já muitas décadas”. Isto foi logo antes da pequena crise de 2003 e da grande crise de 2007, o que o levou a reconhecer então, contristado, que “todas as semanas mudo de opinião quanto à regulamentação bancária. Era uma área que me parecia controlada. Já não acredito nisso».

Casa Bronca

por José Gabriel





Então estamos assim: Rex Tillerson, Secretário de Estado dos EUA, diz que devem iniciar-se negociações com a Coreia do Norte sobre a questão nuclear sem por em causa o regime. O manda-chuva da CIA, pelo seu lado, diz que a questão do regime tem de estar em cima da mesa. Trump, com a habitual subtileza estratégica, está-se nas tintas para complicações e diz que põe aquilo tudo a ferro e fogo. Às vezes - cada vez mais vezes...- não têm alguma saudade dos tempos em que o imperialismo tinha alguma racionalidade - uma racionalidade cruel, criminosa, sim, mas inteligível ?...


Fonte: Aventar

Tragédia na Madeira

por j. manuel cordeiro

Recorte: Público

Pela teoria "são todos iguais", assistiremos por parte dos representantes e simpatizantes do PS às seguintes declarações:

· Pedidos de inquéritos;

· Ultimatos de 24 horas;

· Declarações sobre suicídios;

· Pedidos de demissões;

· Contagens e recontagens de mortos, tanto pela parte de órgãos de comunicação social "de referência", como por parte de empresários altruístas.

Haverá um continuado zum-zum para alimentar a comunicação social e os discursos políticos ou vice-versa. Por fim, as correias de transmissão da direita, dado os elevados padrões que exigiram perante as recentes desgraças a nível nacional, não deixarão de apontar dedos, apesar deste infortúnio se ter passado num bastião laranja.


Fonte: Aventar